segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Continuação dos Textos Coisais Revelados

Versículo 6º e 3/4:



O coiso é, sempre foi e sempre será o centro do universo e de todas as coisas por ele criadas.



O universo poderá, ou não , expandir-se infinitamente. Tudo depende da vontade do coiso. No entanto, seja qual for a distância percorrida pelo universo durante a sua expansão, toda a matéria criada está, esteve e sempre estará à mesma distância do centro, o coiso.



O coiso não se afasta, portanto, nem nunca se afastará da matéria da qual é origem. E a matéria, a luz e os seres intricados manterão para sempre a mesma distãncia do coiso.



Versículo 8º, se não me engano, oh bolas, saltei um, espero que ninguém note:



A luz do coiso não é visível a olho nu. A luz do coiso, que emana, portanto, do centro do universo, é apenas vista a olho vestido, de preferência com roupas do séxulo XIX.



Versículo 21º, eu depois volto aos outros, se me apetecer:



A voz do coiso emana de todos nós. É mais facilmente audível em salas grandes, brancas e luminosas, com paredes acolchoadas. Esses serão, então, os templos dos profetas do coiso. Esse é, na verdade, o sítio para o qual toda a humanidade camiinha a passos largos e decisivos.



Versículo 22º:



O coiso é indivisível, excepto na ceia de Natal. Quem ficar com a fava do coiso, deverá pagar o próximo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Primeira Análise Histórica do Coisismo e dos seus Textos Coisais

De seguida se procede à transcrição da primeira análise histórica feita ao coisimo, segundo o seu mui fiel seguidor Flávio Santos:

"Infinite in simplicity is the gift of the Thing
We seek it thus in simple deeds
Ripples form on the water's surface
The wandering seeker knows no rest"

Annals of Thingism Vol. I - The Crusade of the Devotees for the Ultimate Reality of the Thing


Neste caso, podemos ver quão rica e antiga a tradição lírica do Coisismo é, e que este se baseia na simplicidade e indivisibilidade do Coiso e a sua natureza enquanto essência e natureza última de todas as coisas que existem.

A Crusada pelo Coiso, iniciada no Século X por alguns neófitos especialmente devotos (vulgo, fanáticos) tomou a forma de uma peregrinação pelos locais mais coisos da Terra, em busca da derradeira simplicidade coisal que imbui todo o Universo com o sopro da existência.

A Irmandade do Coiso é a primeira seita registada cuja missão é também a busca pelo Profeta ou Escriba-mor. Este foi encontrado em Santo Amaro de Oeiras, através de uma breve revelação que incluiu uma fugaz visão do princípio unificador do Universo e que exigirá uma exegese profunda no sentido de compilar toda a informação recebida nesse instante.

Primeiro Texto Coisal

Aqui se transcreve o Primeiro Texto Coisal, tal como foi ditado ao Escriba-Mor, também chamado Profeta Coisal, eu.

Primeiro Texto Coisal:


Versículo 1º: Veio então um coiso dos céus que prometeu a todos os coisos da Terra a propriedade juridicamente reconhecida pela lei dos homens e pelo Direito Internacional Público a uma terra localizada em clima ameno.

Versículo 2º: Esta terra deve incluir frutos para todos (podendo os frutos ser enlatados ou convertidos em doces e compotas). Esta terra deve ter uma praia de águas quentes, com nadador-salvador, de preferência do sexo feminino. Esta terra deve permitir a pastorícia, mas apenas a dias ímpares. Nesta terra deve nevar no Inverno e fazer sol no Verão. Esta terra deverá ser rica em recursos naturais que possam ser tornados lucráveis em acordos comerciais com países estrangeiros no seio de organizações regionais não supranacionais.

Versículo 3º: Não se aplica.

Versículo 4º: Os coisos deverão buscar esta terra para se estabelecerem. Quando a encontrarem, deverão comunicar o achado aos outros coisos colocando uma mensagem no seu mural do Facebook. Após este achado, deverá proceder-se à reclamação da posse e propriedade da terra em seio do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Versículo 5º: Todo o texto coisal permite reservas.

Versículo 6º: Serão aceites no seio do coisismo quaisquer entes e seres provenientes de qualquer parte do universo, que queiram venerar o coiso como coiso criador do universo. Porque o coiso criou todo o universo, mesmo aquele bocadinho ali que não se vê muito bem daqui.

Apresentação Formal

Meus caríssimos leitores,

aqui se apresenta, de forma mui oficial e formal, o Coisismo.

O coisismo é a religião que adora e venera o coiso, a fé que situa e identifica o coiso criador do universo, do tempo e do espaço. Todo o coiso deriva do coiso. Todo o coiso é coiso.

Esta é uma religião tolerante e aberta a todas as pessoas que desejam adorar o coiso. Os seguidores do coiso, os indivíduos iluminados pela magnificência e beleza coisal, são apelidados Coisistas. No entanto, e porque o coiso está dentro de cada um de nós e constitui parte integrante da nossa identidade como fiéis seguidores iluminados, todos nós poderemos simplesmente afirmar: "Eu sou coiso." E assim nos identificaremos. E assim nos cumprimentamos. E assim revelamos toda a nossa fé no coiso que está dentro de todos nós, coisos.

Os coisos devem a sua lealdade ao coiso. Considerai-vos coisos e sereis seguidores do coiso porque o coiso é o coiso dentro de cada um de nós coisos. E assim, apenas os coisos conhecerão os mistérios do coiso, apenas os iluminados pela radiante magnificência coisal saberão as respostas para as perguntas que o coiso nos coloca todos os dias. Escutai, então, coisos, a palavra coisal: as respostas do coiso estão no coiso que tendes dentro de vós!

Porque o coisismo não tem mandamentos, cada coiso deve seguir o coiso de acordo com o que o coiso lhe ditar. O coisismo é uma religião que promove a autonomia de todos os coisos; a autonomia dos seus pensamentos, dos seus sentimentos; a autonomia da sua fé no coiso. Porém, atentai que a religião do coisismo é mais dos que a soma da fé individual de todos os coisos. O coisismo é um castelo que se constrói com todas as cartas de todos os coisos e que apenas um vento coisal poderia abalar.

E assim o coiso permanece connosco que somos coisos. E assim o coiso se confunde eternamente com o tempo e o espaço e o papel de parede. Avé, coiso!